sexta-feira, 1 de março de 2013

A Planta Amazônica Mais Conhecida do Mundo

Vitória-régia
 Planta aquática amazônica que apresenta uma grande folha em forma de círculo e possui sua borda dobrada, pertence à família Nymphaeaceae, sua folha fica flutuando na superfície da água, algumas dessas podem chegar a ter até 2,5 metros de diâmetro, é considerada uma das maiores plantas aquáticas do mundo, suas folhas são muito resistente chegando a suportar até 40 quilos sobre a sua folha, pássaros com hábitos alimentares aquáticos sempre pousam sobre sua folha, é nativa da bacia do Rio Amazonas.
A folha de Victoria amazonica é considerada medicinal (depurativa e cicatrizante). O suco serve para tingir o cabelo de preto e dar brilho, serve também para o curtimento de peles e couros finos. A semente do tamanho de um grão de ervilha é comestível, sendo rica em ferro e amido, estoura no calor e é saborosa, como pipoca, sendo também é alimento de juritis e roedores. O rizoma e o pecíolo também são comestíveis.
Seu nome científico é Victoria amazônica, é uma herbácea aquática fixa, quase sempre encontrada em águas calmas e com temperatura em torno de 26 a 30 ºC, sendo originária da região equatorial da Bacia do Rio Amazonas. Essa espécie também ocorre no Pantanal e na Bacia do Paraguai. Em 1836 a planta foi descrita como Euryale amazonica, mas depois de quatorze anos houve mudança para o gênero Victoria. O nome do gênero Victoria foi atribuído por Lindley em outubro de 1837, em homenagem à Rainha Victoria da Inglaterra.

Suas sementes foram levadas para Inglaterra, e cultivadas nos jardins Victorianos, foi alvo de disputa entre jardineiros victorianos de dois Duques o Devonshire, e do duque de Northumberland, estes queriam mostrar plantas exóticas e belas para a rainha, por ser uma planta nativa da região de clima quente, foi muito difícil o cultivo neste país, mas em novembro do ano de 1849 o jardineiro Joseph Paxton conseguiu reproduzir a planta para o Duque de Devonshire, não foi fácil no inverno na Inglaterra com apenas carvão caldeiras para o aquecimento em estufa.
Joseph Paxton observando a superfície inferior, que apresenta nervuras, e raízes perpendiculares, com forte coloração vermelha indo para o preto, teve a ideia para construção do grande Palácio de Cristal, um prédio de quatro vezes o tamanho de São Pedro, em Roma.
Ficheiro:Crystal Palace - Queen Victoria opens the Great Exhibition.jpg
Palácio de Cristal
 Longos, espinhentos e flexíveis pecíolos ligam as folhas ao grande rizoma da planta que permanece submerso e enterrado no fundo do lago ou rio. As flores são lindas, grandes e perfumadas e surgem no verão, durando apenas 48 horas. No primeiro dia da floração elas se mostram brancas e no segundo dia, o da polinização, elas se tornam róseas. O besouro responsável pela polinização da Vitória-régia entra na flor no primeiro dia, após o desabrochar, que ocorre no final da tarde, e acaba prisioneiro até o dia seguinte, pois a flor se fecha durante a noite. Após a polinização a flor volta para dentro do lago, para a formação do fruto, do tipo baga, que amadurece em 6 semanas. As sementes produzidas são comestíveis e envoltas por uma espécie de esponja que permite sua flutuação.

O rizoma da planta é rico em amido e sais minerais, e é utilizado como alimento pelos índios. A cada ano de idade da planta ele aumenta suas reservas e com isto a planta cresce. A vitória-régia é uma planta de cultivo delicado, visto que só vegeta sob o calor equatorial e tropical, não tolerando o frio. Em países de clima frio ela só pode ser cultivada em estufas com água e ambientes aquecidos.




Hortênsia Do Nosso Jardim

Hydrangea macrophylla

Nome popular: Hortênsia; Hidrângea; rosa-do-japão;
Nome científico: Hydrangea macrophylla
Família: Saxifragaceae.
Origem: China e Japão.
Observações: Arbusto semi-lenhoso, de 1,0 a 2,5 m de altura, de folhagem e florescimento decorativos. Suas inflorescências se assemelham a buquês, com numerosas flores estéreis de cor branca, rósea ou azul, ocasionalmente com algumas flores férteis.
Pertencem a três grandes grupos hortícolas: “Japonica”, “Hortênsia” e “Stellata”, cada um com numerosas variedades.
Aprecia climas mais frios, como os encontrados no sul do Brasil.
Cultivo: Cultivado em vasos e em grupos, formando maciços ou renques, a pleno sol, em terra fértil, rica em matéria orgânica, permeável e úmida.
A coloração de suas flores varia de acordo com o grau de acidez do solo local.
Em solos alcalinos, as flores se tornam róseas.
Costuma ser podado drasticamente no fim do inverno, para florescer na primavera e verão.
Multiplica-se facilmente por meio de estacas.
Foto tirada do jardim particular do autor
Texto extraído de Como Cuidar de Hortência